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Ação policial na Zona Norte do Rio afeta rotina escolar e emocional de estudantes

Ação policial na Zona Norte do Rio afeta rotina escolar e emocional de estudantes

G1há 2 h
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A megaoperação policial realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que deixou 122 mortos, completa um ano com reflexos contínuos na rotina, na saúde mental e no acesso à educação de crianças e adolescentes. Moradores e profissionais da região relatam que o medo de novos confrontos e a insegurança ainda afetam a circulação, o aprendizado e a convivência comunitária.

Evasão e prejuízos no acesso à educação

Na Vila Cruzeiro, o professor de Matemática Marcelo Martins, fundador do pré-vestibular comunitário Estudando para Vencer, relata que as atividades foram paralisadas logo após a incursão, ocorrida na semana anterior ao Enem, sendo retomadas apenas em março de 2026. Na ocasião, corpos foram deixados em frente ao espaço do projeto. A procura pela iniciativa comunitária caiu de uma média de 200 interessados para cerca de 50 em 2026, cenário agravado pela necessidade de os estudantes dividirem o tempo entre as aulas e o trabalho para garantir o sustento das famílias.

Impactos na saúde mental e infância

A psicóloga Thaís Marques, que atende remotamente pré-adolescentes de 12 a 14 anos da comunidade, aponta que os jovens manifestam sintomas de ansiedade, hipervigilância e receio de frequentar escolas e espaços de lazer. Ela destaca ainda que crianças negras aprendem precocemente táticas de proteção para abordagens policiais, situação que amplia o sentimento de vulnerabilidade e atinge diretamente a autoestima e o desenvolvimento dos estudantes.

Desafios sociais e falta de suporte público

A assistente social Evelin Dias, integrante da Frente Penha, afirma que a violência desestruturou famílias tanto no aspecto emocional quanto material, sobretudo nos casos de perda de parentes que compunham a renda da casa. Embora equipes multiprofissionais da própria comunidade tenham se mobilizado para prestar atendimento e orientar moradores junto à Defensoria Pública e ao Instituto Médico-Legal, a profissional ressalta que as respostas e os serviços oferecidos pelo poder público permanecem insuficientes para atender à demanda da população local.

Assuntos

  • ação policial no rio
  • complexo da penha
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  • educação e violência
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  • impactos da violência no rio
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  • projetos comunitários rio

Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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