
Acusados de incendiar homem de rua no Rio vão a júri popular após promessa de pagamento
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O Ministério Público do Rio de Janeiro apontou que Gabriel Utrini da Veiga Carvalho Silva ofereceu R$ 2,5 mil para que Miguel Felipe dos Santos Guimarães da Silva e um adolescente de 17 anos cometessem um ataque com coquetéis molotov contra um homem em situação de rua. A Justiça manteve a prisão preventiva dos dois acusados adultos e determinou que ambos sejam submetidos a júri popular por tentativa de homicídio qualificado, associação criminosa e corrupção de menores.
Decisão judicial e acusações do Ministério Público
O caso aconteceu em fevereiro de 2025, no bairro de Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio. A vítima, Ludierley Satyro José, de 46 anos, dormia na calçada quando foi surpreendida pelas chamas. O ataque foi transmitido ao vivo pelo aplicativo Discord. Ludierley sobreviveu, mas sofreu queimaduras de terceiro grau em 60% do corpo e precisou passar por longo tratamento com procedimentos diários no Hospital do Andaraí.
Ataque transmitido ao vivo e estado da vítima
De acordo com as investigações policiais, os envolvidos integravam um grupo virtual voltado à propagação de crimes de ódio e apologia ao nazismo, atuando sob a dinâmica de desafios para obter notoriedade entre os integrantes. As imagens registraram o adolescente lançando os artefatos incendiários enquanto Miguel filmava a agressão, cabendo a Gabriel a articulação e o pagamento prometido. O jovem de 17 anos foi apreendido e responde por ato infracional análogo à tentativa de homicídio e por posse de conteúdo de abuso sexual infantil.
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Crédito da apuração original: G1
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