
Advogado pagou empresa para desindexar links sobre ligação com Flávio Bolsonaro
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Documentos e mensagens apreendidos pela Polícia Federal apontam que o advogado Willer Tomaz pagou pela remoção e desindexação de reportagens da internet que o vinculavam ao senador Flávio Bolsonaro. Ambos são alvos de um inquérito no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Planilha apreendida detalha exclusão de buscas
De acordo com o relatório policial, Tomaz contratou a empresa especializada "Seu Nome Novo de Novo". Uma planilha apreendida listava doze links retirados dos resultados de busca do Google, com custo de R$ 1 mil por endereço, totalizando R$ 9 mil após a aplicação de créditos prévios. Entre as matérias excluídas constavam reportagens sobre a disputa por uma mansão milionária e menções a cassinos em Las Vegas envolvendo o parlamentar.
Origem do inquérito e movimentações financeiras
A investigação começou na Justiça Federal do Rio Grande do Sul após a quebra de sigilo telemático revelar que Flávio constava como usuário de uma conta bancária da empresa de Tomaz, a Alcazar Holdings. Em nota, a defesa do advogado sustentou que o serviço buscou apenas retirar conteúdos desatualizados, refutou a tentativa de esconder a amizade com o senador e acusou o relatório da PF de ter motivações eleitorais.
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Crédito da apuração original: G1
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