
Agentes de elite e delegados são investigados por integrar rede de tráfico em MS
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
As investigações das operações Ifrit, da Polícia Federal e Receita Federal, e Infiltrados, do Gaeco do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, revelaram um esquema de tráfico internacional de drogas e armas liderado pelo Clã Haidar que contava com a cooptação de policiais civis de elite. Com atuação na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, a organização criminosa movimentou mais de R$ 500 milhões em dois anos.
Atuação do Clã Haidar e conexão com grandes facções
O grupo adquiria cocaína e fuzis na Bolívia, no Peru e no Paraguai para abastecer facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), além de enviar remessas para a Espanha e Portugal. A cúpula era formada pelos irmãos Nasser, Bassam e Adel Haidar, além de Maroan Fernandes Haidar Ahmed, que emitia ordens de dentro de uma penitenciária federal.
Desvio de cocaína e troca por amido em delegacias
Segundo as investigações, policiais civis recebiam propina para proteger rotas, repassar dados de inteligência e desviar drogas apreendidas na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e na Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron). Para ocultar o crime, a cocaína pura confiscada era retirada para revenda e substituída nos depósitos por uma mistura de amido de milho e fermento antes da incineração judicial.
Bloqueio de bens e posicionamento das defesas
O delegado Hoffman D’Ávila, ex-titular da Denar e do Garras, é investigado por desviar cerca de duas toneladas de entorpecentes e movimentar R$ 15 milhões. Relatórios apontam registros de Hoffman em confraternizações com Adel Haidar, além de membros do clã circulando em delegacias. A operação também atingiu o delegado Guilherme Scucuglia e outros nove agentes da Defron.
A 3ª Vara Federal de Campo Grande determinou o bloqueio de até R$ 300 milhões e o sequestro de bens como fazendas, aeronaves e mansões. A defesa de Hoffman D'Ávila negou o recebimento dos valores e a defesa de Scucuglia sustentou que o delegado atuava justamente para investigar desvios cometidos por outros policiais.
Assuntos
- tráfico de drogas
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Crédito da apuração original: G1
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