
Agronegócio lista desafios estruturais e metas para o futuro governo federal
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O próximo presidente da República herdará gargalos estruturais no agronegócio que exigirão soluções contínuas de longo prazo, ultrapassando o período de um único mandato de quatro anos. Diante desse cenário, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) elaborou propostas focadas em cinco áreas prioritárias: financiamento e seguro rural, produção de insumos, infraestrutura, comunicação institucional e inserção internacional.
Crédito rural e ampliação do seguro agrícola
No campo financeiro, o setor enfrenta juros elevados, endividamento e aumento nos pedidos de recuperação judicial, o que tornou o crédito bancário mais restritivo. Atualmente, apenas 3% da produção agropecuária brasileira possui cobertura securitária. Para mitigar o impacto de eventos climáticos extremos, a recém-sancionada Lei 15.526/2026 regulamentou o Fundo de Catástrofe e tornou obrigatória a subvenção ao prêmio do seguro rural.
Dependência de fertilizantes e novas tecnologias
A dependência externa representa outro desafio expressivo, já que o país importa aproximadamente 80% dos fertilizantes químicos que utiliza. Segundo especialistas como Felippe Serigati, da FGV Agro, e Carlos Eduardo de Freitas Vian, da Esalq-USP, o Plano Nacional de Fertilizantes possui maturação lenta, sendo urgente diversificar fornecedores estrangeiros e resolver entraves regulatórios na aprovação de novas tecnologias agrícolas.
Gargalos logísticos e conectividade no campo
Em infraestrutura, a capacidade de escoamento e armazenagem não acompanha o ritmo de expansão das safras. Leandro Gilio, pesquisador do Insper Agro Global, destaca a lentidão em licenças ambientais e defende investimentos privados via concessões para integrar ferrovias e hidrovias. Paralelamente, dados do IBGE mostram que mais de 1,3 milhão de domicílios rurais (15% do total) não tinham acesso à internet em 2024.
Inserção internacional e metas sustentáveis
Por fim, os analistas apontam a necessidade de recuperar a imagem do setor no mercado internacional e ampliar acordos comerciais bilaterais, especialmente com a China. A superação de barreiras tarifárias e sanitárias dependerá de uma comunicação estratégica articulada entre o governo e o setor privado, além do cumprimento rigoroso de metas ambientais, como o combate ao desmatamento.
Assuntos
- agronegócio
- seguro rural
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- exportação agropecuária
Crédito da apuração original: G1
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