
Aliança política entre Caracas e Havana enfrenta declínio inédito em duas décadas
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Pela primeira vez em duas décadas, Cuba não foi mencionada no discurso de um representante da Venezuela na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A omissão, feita pela presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez, reflete a deterioração da aliança estratégica construída historicamente por Hugo Chávez e Fidel Castro, intensificada após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026.
Distanciamento diplomático e omissão na ONU
O esfriamento diplomático foi reconhecido pelo vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, que definiu a Venezuela apenas como um país "amigo", e não mais um "aliado". No passado, Chávez e Maduro chegaram a citar a ilha mais de uma dezena de vezes em seus discursos na ONU, simbolizando uma união ideológica e econômica mantida pelo fornecimento de petróleo em troca de serviços cubanos.
Fim do envio de petróleo e impacto econômico
A operação militar norte-americana também expôs a profunda cooperação militar e de inteligência entre os dois governos: ao menos 32 cubanos, incluindo altas patentes militares, morreram no episódio. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou a influência de Havana na segurança venezuelana, e especialistas afirmam que os agentes de contrainteligência cubanos foram afastados de órgãos locais, como a Dgcim. Estima-se que cerca de 2.500 cubanos tenham sido repatriados após a ação.
Afastamento militar e repatriação de cubanos
Com o novo rumo do governo de Rodríguez e sua aproximação com a gestão de Donald Trump, os EUA assumiram o controle das exportações de petróleo venezuelano, interrompendo o envio de combustível à ilha caribenha. Além disso, o núcleo de poder em Caracas — integrado por Rodríguez, Jorge Rodríguez e Diosdado Cabello — suspendeu agendas públicas de alto escalão com representantes cubanos.
Deserções em missões médicas no país
Embora missões de médicos cubanos continuem ativas em 22 estados venezuelanos, a ONG Archivo Cuba relatou um aumento no número de deserções e fugas de profissionais. Internamente, o ministro do Planejamento de Cuba, Joaquín Alonso Vázquez, chegou a sugerir em publicação em rede social que Rodríguez cometeu uma "traição".
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Crédito da apuração original: G1
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