
Alta de acidentes tóxicos com crianças em Campinas reforça perigo de itens cáusticos
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A pediatra Camila Prado, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp, alertou para o risco de queimaduras graves e sequelas permanentes causadas por produtos corrosivos, especialmente os que contêm soda cáustica, após o aumento de intoxicações acidentais infantis em Campinas (SP). Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam 166 ocorrências envolvendo crianças entre janeiro e outubro de 2026, número que já supera todo o total registrado em 2025.
Faixa etária mais vulnerável e principais causas
Desde 2020, o município contabilizou 954 casos em menores de 12 anos. Desse total, 76% atingiram crianças de 1 a 4 anos, faixa etária marcada pelo início da locomoção e exploração da casa sem a percepção do perigo. Os medicamentos lideram as causas das intoxicações, respondendo por 38,4% dos episódios, seguidos diretamente pelos produtos de limpeza e de uso doméstico, que somam 28,6%.
Riscos de queimaduras e sequelas por itens cáusticos
A especialista adverte que substâncias cáusticas provocam lesões imediatas nos olhos, na pele e no trato gastrointestinal, com risco de sangramentos, perfurações e dificuldades alimentares para toda a vida. Em casos de acidente, a orientação é procurar socorro médico imediato levando a embalagem do produto. Os profissionais reforçam que nunca se deve induzir o vômito nem oferecer leite ou outros alimentos à vítima.
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Crédito da apuração original: G1
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