
Alta de pneus importados pressiona fábricas de motos no Polo de Manaus
O que você achou?
Seja o primeiro a reagir
Resumo Rapidim · 16% do texto original
O avanço dos pneus importados no Brasil pressiona os fabricantes nacionais e impacta diretamente o Polo Industrial de Manaus (PIM), centro do setor de duas rodas no país. Dados da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) apontam que as importações gerais cresceram 58,3% entre janeiro e agosto de 2026, enquanto as vendas domésticas para reposição caíram 13,3%, em relação a 2025. No segmento de motocicletas, as importações subiram 26,2%, elevando a fatia de mercado dos produtos estrangeiros de 27% para 33%.
Avanço dos importados e queda nas vendas nacionais
Em Manaus, o cenário envolve tanto a Michelin, que encerrou uma fábrica em Guarulhos no fim de 2025 devido à concorrência asiática mas manteve a unidade amazonense, quanto a Etor Pneus, do Grupo Cairu, que iniciou a produção de composto de borracha em julho de 2026. Além da pressão sobre preços e margens, as indústrias locais enfrentam custos logísticos elevados provocados pelas secas dos rios amazônicos, o que desafia o abastecimento e o escoamento.
Impactos no Polo Industrial de Manaus e logística
A perda de espaço para os importados gera alertas sobre a sustentabilidade dos empregos formais no Amazonas. Enquanto entidades da indústria apontam concorrência desleal, importadores defendem a ampliação da oferta e preços mais acessíveis ao consumidor. O debate regional reforça a necessidade de aliar produtividade, infraestrutura e eficiência para manter a competitividade dos componentes fabricados no estado.
Assuntos
- pneus importados
- polo industrial de manaus
- setor de duas rodas
- fábricas de motos
- indústria de pneumáticos
- mercado de reposição
- economia do amazonas
- anip
Crédito da apuração original: G1
Ler matéria completa em G1