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Alta no custo de vida e crise de moradia geram onda de protestos na Europa

Alta no custo de vida e crise de moradia geram onda de protestos na Europa

G1há 5 d
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O aumento do custo de vida, a deterioração dos serviços públicos e a crise habitacional impulsionam uma onda de protestos em diversos países europeus, fortalecendo partidos radicais e impactando governos às vésperas de disputas eleitorais. A insatisfação popular com a inflação e a perda do poder de compra intensificam as tensões sociais no continente.

Escalada de tensões e violência na França

Na França, atos iniciados por estudantes contra a precariedade escolar reuniram cerca de 500 mil pessoas e escalaram para distúrbios violentos em Paris, Marselha e outras cidades, com cerca de 2.500 detenções. O presidente Emmanuel Macron condenou a violência, enquanto o premiê Sébastien Lecornu determinou toques de recolher. A crise expõe divisões políticas antes da eleição presidencial, na qual Marine Le Pen lidera as pesquisas e o governo acusa a esquerda de Jean-Luc Mélenchon de insuflar o caos.

Crise imobiliária mobiliza a Península Ibérica

A crise de moradia mobiliza a Península Ibérica. Na Espanha, a ocupação da praça Porta do Sol e a falta de consenso legislativo levaram o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleições antecipadas e uma greve geral para novembro. Em Portugal, manifestações contra aluguéis altos e baixos salários culminaram em confrontos em Lisboa e na detenção de 55 pessoas.

Impactos políticos na Itália e debate energético

Na Itália, com a inflação atingindo 4,2%, o movimento Italia in Piazza gerou tumultos em Milão, onde a polícia deteve 271 jovens e prendeu 32. Diante dos confrontos, o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini anunciou o envio de 500 soldados para a cidade, em meio ao desgaste da premiê Giorgia Meloni frente ao avanço do partido de ultradireita Futuro Nacional, de Roberto Vannacci.

As manifestações também afetam o apoio europeu à Ucrânia. Partidos de ultradireita e esquerda radical, como a AfD na Alemanha e a Confederação da Coroa Polonesa, têm defendido a retomada das compras de gás russo para reduzir as tarifas de energia, desafiando a postura oficial do bloco.

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Crédito da apuração original: G1

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