
Amazonas decreta emergência em saúde devido à seca severa e fumaça de queimadas
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
O Governo do Amazonas decretou situação de emergência em saúde pública por 180 dias após uma seca extrema isolar mais de 600 comunidades no interior. A estiagem provocou acidentes fluviais com perda de medicamentos e cilindros de oxigênio, enquanto queimadas florestais cobriram Manaus e municípios vizinhos com fumaça tóxica, suspendendo aulas e eventos ao ar livre.
Impactos da estiagem e isolamento no interior
O cenário reflete uma sucessão de eventos extremos enfrentados pelo estado nos últimos anos. Em janeiro de 2021, durante a pandemia de Covid-19, Manaus sofreu um colapso hospitalar por falta de oxigênio medicinal, quando o consumo atingiu 76,5 mil metros cúbicos diários para uma produção de apenas 28,2 mil. Mais de 500 pacientes foram transferidos para outros estados, gerando uma ação judicial de R$ 4 bilhões contra o poder público.
Histórico recente de eventos climáticos extremos
Cinco meses depois, em junho de 2021, o Rio Negro registrou sua cheia recorde ao atingir 30,02 metros, impactando mais de 455 mil pessoas e exigindo a construção de 13 mil metros de pontes de madeira na capital.
Secas consecutivas e recordes no Rio Negro
Em contrapartida, o estado viveu secas severas consecutivas. Em outubro de 2023, o nível do rio caiu para a mínima de 13,59 metros, afetando todos os 62 municípios e mais de 600 mil pessoas. O recorde negativo foi superado em outubro de 2024, quando as águas desceram a 12,11 metros, prejudicando 800 mil moradores e gerando perdas de R$ 600 milhões, além de mais de 25 mil focos de queimadas registrados pelo Inpe.
Em 2026, a repetição da estiagem e dos incêndios florestais voltou a deteriorar os índices de qualidade do ar e a comprometer a navegação, reacendendo debates sobre a capacidade de resposta e fiscalização governamental.
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Crédito da apuração original: G1
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