
Anúncios gerados por inteligência artificial movimentam milhões em eleições nos EUA
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
O avanço da inteligência artificial nas eleições legislativas dos Estados Unidos impulsionou a chamada "slopaganda", formato que combina propaganda política e conteúdos gerados por ferramentas digitais. Um levantamento do Wesleyan Media Project revelou que a veiculação desses anúncios movimentou mais de US$ 137 milhões, um salto expressivo em relação aos US$ 50 mil registrados no pleito de 2024.
Crescimento de gastos e falta de sinalização
O mapeamento identificou 220 peças publicitárias criadas com a tecnologia, sendo quase 81% financiadas por comitês ou candidatos ligados ao Partido Republicano e 12% por democratas. Apesar da expansão do formato, apenas 27% das publicações continham alertas explícitos sobre o emprego de inteligência artificial, segundo a codiretora da entidade, Erika Franklin Fowler.
Uso político e ataques entre candidatos
A tecnologia foi utilizada em ataques contra candidatos democratas, a exemplo de Abdul El-Sayed, associado a um vídeo produzido por entidade ligada ao senador Ted Cruz, e Jon Ossoff, que cobrou a retirada de uma peça financiada pelo Senate Leadership Fund.
Rejeição dos eleitores e impacto na arrecadação
Pesquisa da Fundação AAPC aponta que 73% dos eleitores consideram inaceitável o uso de inteligência artificial em campanhas. Além disso, análises da Universidade de Nova York indicam que essas peças atuam mais na mobilização de apoiadores e captação de recursos do que na conversão de votos.
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Crédito da apuração original: G1
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