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Arqueólogos identificam consumo de cannabis em rituais funerários citas de 2.800 anos

Arqueólogos identificam consumo de cannabis em rituais funerários citas de 2.800 anos

G1há 3 h
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Pesquisadores identificaram a evidência mais antiga já registrada do uso de cannabis por seus efeitos psicoativos em um túmulo da cultura cita, datado de 2.800 anos atrás. A descoberta foi realizada em uma estrutura funerária monumental com cerca de 140 metros de diâmetro, localizada no Vale de Uyuk, na remota República de Tuva, sul da Sibéria, na Rússia.

Presença de THC em tranças milenares

O estudo foi liderado pelo arqueólogo Gino Caspari, da Universidade de Berna e do Instituto Max Planck de Geoantropologia, e publicado na revista Science. No local, datado do início do século 8 a.C., os cientistas recolheram mais de 1.400 sementes de maconha em bom estado de conservação, que continham o DNA da planta mais antigo já registrado.

Sementes com o DNA de maconha mais antigo

Análises químicas feitas em tranças de cabelo humano encontradas na câmara mortuária confirmaram a presença de THC e de canabinol. Os pesquisadores apontam que a substância provavelmente era inalada durante cerimônias fúnebres de indivíduos de alto escalão da sociedade cita, povo nômade conhecido pela maestria na montaria e na ourivesaria.

Confirmação de relatos históricos de Heródoto

O monte funerário também continha objetos em ouro e sinais de sacrifícios de dezenas de cavalos e de pessoas dispostos na superfície. A descoberta reforça relatos do historiador grego Heródoto, do século 5 a.C., sobre os ritos mortuários e as demonstrações de poder praticadas nas estepes da Eurásia.

Assuntos

  • cannabis
  • arqueologia
  • povo cita
  • rituais funerários
  • sibéria
  • thc
  • dna vegetal
  • história antiga

Crédito da apuração original: G1

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