
Ataque hacker com processo seletivo forjado desvia bilhões de dólares da Binance
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Uma falsa entrevista de emprego resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo. O ataque cibernético foi atribuído pelo FBI e por empresas de rastreamento, como TRM Labs e Chainalysis, a um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. O país asiático nega qualquer envolvimento com o episódio.
Como funcionou o ataque cibernético à Binance
A ofensiva ocorreu de forma planejada ao longo de meses. Em junho, um desenvolvedor de carteiras digitais da Binance baixou uma ferramenta adulterada de inteligência artificial. Mais tarde, em setembro, um segundo engenheiro de software participou de um processo seletivo fraudulento que incluía reunião virtual com um falso executivo. Ao realizar um teste técnico, ele executou arquivos com código malicioso em seu computador corporativo. Em outubro, os invasores assumiram o controle das ferramentas internas e efetuaram o roubo financeiro.
Engenharia social e riscos de governança corporativa
Segundo Hiago Kim, presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética, golpistas usam perfis falsos em redes como o LinkedIn e propostas de trabalho para transformar computadores de funcionários em pontos de acesso remoto. Kim ressalta que o caso também expõe falhas na governança das empresas decorrentes da concessão excessiva de privilégios a determinados cargos, o que amplia os danos em invasões.
Responsabilidade jurídica dos funcionários
No campo legal, os especialistas Luiz Fernando Plastino e Juliana Mendonça destacam que a responsabilização jurídica do empregado não é automática. Penalidades, justa causa ou pedidos de ressarcimento dependem da comprovação de dolo ou de negligência grave diante de regras de segurança que o profissional conhecia e para as quais havia recebido treinamento prévio.
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Crédito da apuração original: G1
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