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Ato em hospital de Rio Branco cobra punição a acusado de planejar morte de médica

Ato em hospital de Rio Branco cobra punição a acusado de planejar morte de médica

G1há 55 min
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Familiares e amigos da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, realizaram um protesto nesta sexta-feira (6) em frente ao Pronto-Socorro de Rio Branco, no Acre, onde o procurador municipal e ex-vereador de Brasiléia, Francisco Valadares Neto, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apontado pela Polícia Civil como o mandante do assassinato da médica, ocorrido na última segunda-feira (2) em um bar de Brasiléia, Valadares foi hospitalizado após tentar suicídio por ingestão de medicamentos e entorpecentes. O grupo cobrou punição e questionou rumores sobre uma possível transferência dele para tratamento fora do estado. Em nota, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) esclareceu que não há solicitação para transferência do investigado para São Paulo.

Protesto e estado de saúde do investigado

O executor confesso do crime, Lucivaldo Lopes de Souza, foi preso na noite de quinta-feira (5) na zona rural de Epitaciolândia. Em depoimento, ele afirmou ter agido a mando do procurador e detalhou que receberia R$ 10 mil pelo homicídio, tendo recebido R$ 2 mil adiantados — dos quais R$ 700 foram recuperados pelos agentes. De acordo com o delegado Alex Dany, as apurações indicam que a morte foi negociada por R$ 40 mil no total e que outras pessoas que atuaram na intermediação do crime de mando já foram identificadas.

Prisão do atirador e detalhes da negociação

Em mandado de busca na casa de Valadares, os policiais apreenderam um computador com pesquisas sobre a morte de Elyne, uma carta com indícios do planejamento e substância com características de cocaína. A médica mantinha uma medida protetiva contra o procurador devido a ameaças anteriores, e ele já possuía condenação por violência doméstica contra uma ex-prefeita da cidade. Com mandado de prisão em aberto, Valadares segue sob escolta no hospital, e a Polícia Civil aguarda a estabilização de seu quadro de saúde para realizar o interrogatório formal e finalizar o inquérito de feminicídio.

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Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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