
Avanço da inteligência artificial na ciência gera disputas de autoria e desconfiança
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O avanço da inteligência artificial no meio acadêmico tem gerado controvérsias sobre a originalidade e a confiabilidade das pesquisas. O debate ganhou força após a OpenAI anunciar a resolução de um problema matemático centenário ligado às equações de Navier-Stokes em 88 horas. O matemático Tristan Buckmaster, da Universidade de Nova York, que trabalhava na mesma questão com Levent Alpöge, questionou se rascunhos de sua equipe inseridos no Codex teriam sido aproveitados pela OpenAI, que nega qualquer acesso prévio ou influência em seus modelos.
Disputas de autoria e questionamentos sobre modelos
O episódio evidencia o receio de que a IA enfraqueça a confiança científica por meio de disputas autorais, exageros em resultados e geração de informações falsas, conhecidas como alucinações. Embora a tecnologia apresente avanços notáveis — como o modelo AlphaFold, da Google DeepMind, que mapeou 200 milhões de proteínas e rendeu o Prêmio Nobel de Química a seus criadores —, seu impacto em outras áreas é alvo de ceticismo. Um exemplo foi o anúncio pela DeepMind de 2 milhões de novas estruturas cristalinas, contestado pelos químicos Anthony Cheetham e Ram Seshadri, da Universidade da Califórnia, que apontaram a falta de compostos realmente inovadores.
Avanços notáveis e ceticismo em descobertas
Paralelamente, cresce a preocupação com a proliferação de conteúdos artificiais e dados fraudulentos na literatura especializada. Um levantamento do pesquisador Dmitry Kobak, da Universidade de Ghent, identificou sinais de uso de grandes modelos de linguagem em quase 90% de 1 milhão de artigos biomédicos analisados.
Proliferação de dados falsos e impacto nas revisões
Além disso, cientistas da Universidade Stanford revelaram que até 17% das avaliações por pares em conferências de computação sofreram alterações substanciais por IA. Em outro estudo, a Universidade Cornell constatou que pesquisadores utilizaram ferramentas que inventaram cerca de 147 mil referências bibliográficas inexistentes, sobrecarregando os mecanismos editoriais responsáveis por resguardar a integridade da ciência.
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Crédito da apuração original: G1
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