
Bacia do Rio Doce ainda tem peixes com lesões e contaminação por metais pesados
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Onze anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), estudos conduzidos pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) continuam identificando anomalias em peixes e perturbações no ecossistema da bacia do Rio Doce e do litoral capixaba. O Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática (PMBA) registrou deformidades no trato digestório e na cabeça de larvas, proporção elevada de ovos inviáveis, lesões corporais e redução de espécies nativas em favor de espécies introduzidas.
Impactos na fauna aquática e anomalias registradas
Em exames laboratoriais executados pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a pedido do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), pesquisadores detectaram 0,726 mg/kg de chumbo em um linguado marinho com deformidades, índice superior ao teto de 0,30 mg/kg fixado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Duas corvinas analisadas mantiveram níveis de metais dentro dos parâmetros legais, embora uma delas apresentasse uma massa nodular na mandíbula.
Presença de chumbo e cádmio acima dos limites
A universidade aponta uma redução gradual da contaminação geral ao longo dos anos, mas adverte que chuvas intensas e movimentações oceanográficas ainda provocam a ressuspensão de sedimentos contaminados na água. A Ufes ressaltou que sua pesquisa é voltada exclusivamente à saúde ecológica e à biodiversidade, não contemplando em seu escopo a avaliação de riscos sanitários diretos à saúde humana pelo consumo do pescado.
Liberação da pesca e riscos sanitários
Recentemente, uma portaria conjunta dos ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente restabeleceu a pesca profissional na foz do Rio Doce, respaldada em nota técnica da Anvisa que considerou pescados marinhos e caranguejos dentro dos padrões toxicológicos. Por outro lado, a agência identificou que quatro amostras de peixes de água doce das espécies acará e pacu ultrapassaram o limite tolerado de cádmio, registrando até 0,063 mg/kg contra o teto de 0,05 mg/kg, sendo classificadas como impróprias para alimentação humana.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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