
Bactéria causadora da peste histórica ainda infecta milhares de pessoas por ano
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
A peste, infecção bacteriana provocada pela *Yersinia pestis* que dizimou cerca de 60% da população europeia na Idade Média, permanece ativa no mundo contemporâneo. Segundo o Instituto Robert Koch, da Alemanha, a enfermidade ainda causa até 3 mil infecções por ano. Sem diagnóstico precoce e tratamento adequado com antibióticos, a taxa de letalidade beira os 100%, podendo levar à morte em até 48 horas nos casos de peste pneumônica.
Como ocorre a transmissão e principais variantes
Transmitida principalmente por pulgas de roedores na variante bubônica, ou por vias respiratórias e mordidas de animais infectados, a doença atinge atualmente regiões da República Democrática do Congo, Uganda e principalmente Madagascar, além de registrar ocorrências esporádicas no oeste dos Estados Unidos, como no caso do paciente Paul Gaylord. Estudos liderados pelo pesquisador Ben Krause-Kyora apontam que o patógeno infecta humanos há mais de 5.500 anos e adquiriu a capacidade de transmissão por pulgas no fim da Idade do Bronze.
Regiões mais afetadas no cenário contemporâneo
Embora a peste tenha desaparecido da Europa após 1945 devido a padrões modernos de higiene e controle de roedores residenciais, especialistas como o biólogo Holger Scholz destacam que o principal desafio atual reside na demora do diagnóstico inicial em áreas endêmicas. Ainda assim, a comunidade científica descarta o risco de uma nova pandemia global, mantendo a vigilância voltada para conter surtos locais e prevenir o eventual uso do patógeno como arma biológica.
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Crédito da apuração original: G1
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