
Brasil soma mais de 500 diagnósticos da rara doença de Creutzfeldt-Jakob em 17 anos
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A confirmação da morte do influenciador Lito Sousa, criador do canal Aviões e Música, chamou a atenção para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), que teve 547 casos confirmados no Brasil entre 2005 e 2021. Um levantamento do Ministério da Saúde analisou 1.576 notificações suspeitas registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação ao longo de 17 anos de monitoramento compulsório.
Distribuição geográfica e perfil dos pacientes
A distribuição geográfica mostra que São Paulo lidera o número de confirmações com 202 ocorrências, o equivalente a 37% do total nacional. Na sequência aparecem Minas Gerais (57), Paraná (44), Rio de Janeiro (38) e Rio Grande do Sul (35). Os cinco estados concentram 69% dos casos. A faixa de 55 a 74 anos reuniu 60,2% das notificações, apresentando idade média de 66 anos.
O que é a DCJ e como a enfermidade evolui
Rara, neurodegenerativa e sem cura, a DCJ é provocada pelo acúmulo de príons anormais no cérebro. A evolução é rápida, e cerca de 90% dos pacientes morrem entre seis meses e um ano após os primeiros sinais clínicos, com sobrevida média de cinco meses. O ministério ressalta que o país nunca registrou casos da nova variante associada ao consumo de carne contaminada pela "doença da vaca louca", predominando a forma esporádica.
Métodos de diagnóstico e avanços clínicos
O diagnóstico combina avaliação clínica, ressonância magnética, eletroencefalograma e análise do líquor para descartar outras enfermidades tratáveis. Especialistas apontam que avanços como o teste RT-QuIC auxiliam na precisão diagnóstica ao detectar a atividade priônica, embora o procedimento ainda não esteja amplamente disponível no sistema de saúde brasileiro.
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Crédito da apuração original: G1
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