
Brasileiro de 1 ano com surdez profunda passa a ouvir após terapia gênica nos EUA
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Resumo Rapidim · 18% do texto original
Fernandinho, de 1 ano e 10 meses, começou a ouvir após ser submetido a uma terapia gênica inovadora nos Estados Unidos. O menino nasceu com surdez severa e profunda decorrente de uma mutação rara no gene OTOF, responsável pela produção de uma proteína essencial para a transmissão dos sons ao cérebro. Com o procedimento, ele se tornou o primeiro brasileiro e o terceiro paciente no mundo a receber a aplicação após a aprovação da técnica.
Como funciona a terapia gênica para surdez
Para reduzir o risco de prejuízos no desenvolvimento da fala, a intervenção precisava ocorrer antes dos 2 anos. Aos 1 ano e 8 meses, o paciente viajou para San Diego, na Califórnia, onde foi atendido pela médica brasileira Daniela Carvalho. Durante a cirurgia de três horas, o material genético foi injetado diretamente na cóclea por meio de um microcateter, estimulando a produção celular da proteína em falta.
Evolução rápida e recuperação da audição
A resposta ao procedimento ocorreu rapidamente. No décimo primeiro dia, a criança reagiu ao som de palmas e, no décimo sexto, escutou a voz da mãe. Nos testes auditivos, a percepção evoluiu de uma ausência de resposta a 90 decibéis para a detecção de sons entre 35 e 40 decibéis, faixa equivalente a um sussurro ou conversa em tom baixo.
Diferenças do método e cenário de aprovação no Brasil
O método representa um avanço em relação ao implante coclear por proporcionar audição natural. A terapia ainda não tem registro no Brasil e depende de futura análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para posterior avaliação de incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Assuntos
- terapia gênica
- surdez profunda
- saúde auditiva
- gene otof
- audição natural
- tratamento de surdez
- medicina genética
- implante coclear
Crédito da apuração original: G1
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