
Câmara de Salvador articula CEI para investigar retenção de coletivos na votação
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Um grupo de vereadores de Salvador solicitou, nesta terça-feira (27), a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal para investigar a redução da frota de transporte público durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). A proposta foi apresentada ao presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB). Até a tarde de terça-feira, a oposição contava com 10 das 14 assinaturas necessárias entre os 43 vereadores para instaurar a comissão, que tem o objetivo de apurar responsabilidades.
Articulação para abertura da CEI na Câmara
Vistorias realizadas por juízes do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), pela Polícia Federal e pelo Procon flagraram centenas de veículos retidos em garagens de empresas como BRT, Integra Verde e Ottrans. O Procon contabilizou mais de 940 ônibus estacionados, enquanto a fiscalização da PF registrou uma redução de 42,1% na circulação. A diminuição contraria as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelecem a oferta de transporte gratuito em dias de votação com frequência compatível à dos dias úteis.
Fiscalizações apontam centenas de veículos retidos
Em contrapartida, o secretário de Mobilidade de Salvador (Semob), Pablo Souza, declarou que o município operou com 50% da capacidade — cerca de 850 dos 1,7 mil veículos da frota —, mantendo o mesmo esquema adotado no primeiro turno. Souza atribuiu os atrasos na saída de coletivos pela manhã à necessidade de remover adesivos de propaganda política afixados de maneira irregular em pelo menos 75 ônibus, afirmando que o serviço foi normalizado no turno da tarde.
Posicionamento da Semob e desdobramentos judiciais
No domingo da eleição, o TSE chegou a expedir um mandado de prisão em flagrante contra Pablo Souza, que estava em viagem de trabalho na França. A ordem judicial foi revogada na segunda-feira (26) em razão do encerramento da votação. Contudo, a Justiça determinou que a Polícia Federal investigue o episódio e concedeu um prazo de 48 horas para que a gestão municipal apresente os relatórios e documentos da operação de transporte.
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Crédito da apuração original: G1
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