
Candidatos à Presidência planejam atrair data centers para impulsionar IA no Brasil
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Enquanto cresce a rejeição popular à instalação de data centers nos Estados Unidos, os principais candidatos à Presidência do Brasil convergem em propostas para atrair esses complexos para o país, apostando em incentivos fiscais e no avanço da inteligência artificial. Segundo dados do site Data Center Map, os EUA lideram o setor com mais de 4.700 instalações, enquanto o Brasil ocupa a 12ª posição, com 218 unidades. A baixa capacidade computacional interna fez o país encerrar 2025 com um déficit de US$ 8 bilhões na balança comercial de Serviços de Computação e Informação, segundo a Brasscom.
Déficit tecnológico e o potencial do Brasil
A expansão enfrenta resistência no cenário norte-americano devido ao elevado consumo de recursos hídricos e energéticos. Pesquisa Reuters/Ipsos aponta que 64% da população dos EUA discorda da construção acelerada dessas estruturas e 57% rejeitam complexos em seus bairros. Apesar disso, Donald Trump defendeu o setor em reunião com executivos como Elon Musk (xAI), Mark Zuckerberg (Meta), Sundar Pichai (Google) e Jensen Huang (Nvidia). No Brasil, a matriz energética baseada em fontes renováveis e o Redata, regime sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que zera impostos de importação com exigências ambientais de baixo carbono e limite de consumo de 50 ml de água por kWh, são apontados como diferenciais.
Resistência no exterior e exigências ambientais
Entre os planos de governo, Lula (PT) propõe criar modelos nacionais de linguagem e incentivar a IA local; Flávio Bolsonaro (PL) sugere reduzir impostos sobre energia e atrelar a demanda à extração de minerais críticos; Ronaldo Caiado (PSD) quer conectar os centros à produção de semicondutores; Renan Santos (Missão) planeja zonas tributárias específicas para exportação de processamento de dados; e Romeu Zema (Novo) prioriza a estabilidade regulatória. Especialistas como Daniel Cordeiro, da USP, e Thais Ortega e Marina Garrote, da consultoria Reglab, destacam que a atração é estratégica, mas requer regras claras para mitigar impactos socioambientais.
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Crédito da apuração original: G1
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