
Candidatos de direita usam funk para atrair jovens e recebem críticas por contradição
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Candidatos conservadores adotaram o funk como trilha sonora e jingle eleitoral durante a campanha de 2026 para atrair o eleitorado jovem e ampliar o engajamento nas redes sociais. A estratégia gerou acusações de hipocrisia devido ao histórico de discursos da direita que associavam o ritmo e os bailes de rua à chamada narcocultura.
Sucesso nas plataformas digitais e redes sociais
O impacto da tática refletiu-se nas plataformas digitais: no domingo de segundo turno, seis das 50 faixas mais reproduzidas no Spotify no Brasil eram músicas com mensagens favoráveis a Flávio Bolsonaro (PL) ou com críticas a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nomes como Nikolas Ferreira, Eduarda Campopiano e Lucas Pavanato, todos do PL, também usaram o gênero em atos públicos.
Contradições e justificativas dos parlamentares
O caso de Pavanato atraiu atenção particular, pois o político celebrou sua vitória eleitoral ao som de funk após ter sido o relator da CPI dos Pancadões na Câmara Municipal de São Paulo, na qual caracterizou os bailes como difusores da narcocultura. Em resposta às críticas, o parlamentar declarou que a objeção se aplica às letras e não ao ritmo.
Posicionamento dos artistas e MCs do gênero
Apesar da viralização dos jingles, a campanha de direita não obteve a adesão de figuras centrais do gênero em 2026. Nomes como MC Hariel, MC Tuto, MC PH e MC IG declararam apoio a Lula ou preferiram a neutralidade, evitando a aproximação registrada em pleitos anteriores.
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Crédito da apuração original: G1
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