
Carteira com criptomoedas de Glaidson segue inacessível sob guarda da PF
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Um dispositivo de armazenamento desconectado da internet, apreendido em um cofre da Polícia Federal, guarda as chaves de acesso a uma fortuna em criptomoedas ligada a Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”. O montante permanece inacessível porque as autoridades dependem de senhas mantidas sob sigilo.
Senha esquecida impede acesso aos recursos
Em depoimento, Glaidson alegou que os valores retidos na carteira digital seriam suficientes para quitar as dívidas com mais de 77 mil credores cadastrados na massa falida de sua empresa, a G.A.S. Consultoria. Sediada em Cabo Frio (RJ), a companhia prometia rendimentos de 10% ao mês e movimentou mais de R$ 38 bilhões antes de colapsar. O empresário, no entanto, declarou não se lembrar da combinação no momento do interrogatório.
Dívidas com mais de 77 mil credores
Preso desde 2021 na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR), Glaidson responde por organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro. O Ministério Público Federal pediu a condenação do empresário, de sua mulher Mireles Dias Zerpa e de outros 15 réus, cujas penas podem ultrapassar 37 anos de reclusão.
Processo penal e movimentações no exterior
Investigações apontam que 4.500 bitcoins — avaliados em mais de R$ 1 bilhão na época — foram movimentados dos Estados Unidos após a prisão do líder do esquema. A defesa de Mireles nega irregularidades e afirma que os repasses visavam ressarcir clientes. Os advogados de Glaidson também sustentam sua inocência e contestam os dados da lista de credores.
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Crédito da apuração original: G1
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