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Caso Ueno Bank derruba presidente no Paraguai e gera paralelos com Banco Master

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G1há 13 h
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A liquidação do Ueno Bank gerou uma crise política no Paraguai, resultando na renúncia do presidente do Banco Central do país, Carlos Carvallo Spalding, e no impeachment seguido de prisão domiciliar do presidente Santiago Peña. O episódio provocou comparações com a crise do Banco Master no Brasil, com especialistas apontando semelhanças operacionais e contrastes significativos entre os dois casos.

Semelhanças entre o Ueno Bank e o Banco Master

Ambas as instituições apresentaram crescimento acelerado, conexões estreitas com o meio político, vínculos com órgãos reguladores e forte exposição a recursos públicos. O Ueno administrava cerca de US$ 850 milhões do Instituto de Previdência Social paraguaio, enquanto regimes próprios de previdência no Brasil investiram R$ 1,8 bilhão em títulos do Master. As investigações resultaram em prisões de ex-dirigentes do Ueno e na prisão preventiva do controlador do Master, Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras.

Diferenças de escala e impacto no sistema financeiro

A principal diferença econômica está na escala. Com US$ 3,75 bilhões em ativos, o Ueno reunia 3 milhões de clientes — 60% da população adulta e 9,1% dos depósitos paraguaios —, gerando protestos após o congelamento de contas e pagamentos cotidianos. Já o Master somava R$ 86,8 bilhões em ativos, mas representava apenas 0,55% das captações no Brasil, atingindo investidores de CDBs e demandando mais de R$ 40 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito.

Desdobramentos e conexões políticas da crise

No plano político, Peña foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno, até março de 2025. Esse vínculo direto, somado a divisões internas no governista Partido Colorado e à perda de apoio do influente ex-presidente Horacio Cartes, culminou na queda de Peña e na posse de Pedro Alliana. No Brasil, os contatos de Vorcaro incluíram parlamentares como Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro, ministros do Supremo Tribunal Federal e ex-diretores do Banco Central, mantendo relações difusas e sem ligação societária direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Assuntos

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  • sistema financeiro
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Crédito da apuração original: G1

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