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Casos de coação política contra trabalhadores crescem 115% durante o mês de outubro

Casos de coação política contra trabalhadores crescem 115% durante o mês de outubro

G1há 3 h
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 2.009 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026, até o dia 26 de outubro. Somente durante o mês de outubro, foram contabilizados 1.190 relatos, o que representa um aumento de 115,6% em comparação a setembro, que teve 552 notificações. O volume acumulado em outubro corresponde a 59,2% do total do ano, com uma média de 46 ocorrências diárias.

Aumento das denúncias e estados com mais registros

São Paulo lidera os registros estaduais com 350 casos, seguido por Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169. Entre o primeiro e o segundo turno das eleições, o MPT recebeu 946 queixas. Embora expressivo, o número geral permanece abaixo do patamar de 2022, quando ocorreram mais de 3,3 mil denúncias. Na esfera judicial, dados do Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral apontam 233 novos processos trabalhistas em 2026.

Uso de redes sociais e aplicativos na intimidação

A conduta consiste em coagir, ameaçar com demissões, prometer vantagens ou constranger empregados para direcionar escolhas políticas. Uma pesquisa do Centro de Pesquisas Judiciárias do TST e do CSJT revelou que a coerção ultrapassa o espaço físico das empresas, com o WhatsApp citado em 37% das ações e as redes sociais em 14,5%. A prática é proibida por normativas da Justiça do Trabalho e pela Resolução nº 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ações da Justiça do Trabalho e como denunciar

Para coibir os abusos, o MPT obteve 52 decisões liminares favoráveis em 59 ações civis públicas ajuizadas, além de firmar 53 termos de ajuste de conduta (TACs). O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo Oliveira, e o coordenador nacional da Coordigualdade, Igor Sousa Gonçalves, ressaltaram que a atuação visa proteger a liberdade do voto e conter ameaças ao processo democrático.

Trabalhadores podem denunciar irregularidades, de forma anônima ou sob sigilo, ao MPT, à Justiça do Trabalho, ao Ministério Público Eleitoral e aos sindicatos, utilizando registros em texto, áudio, vídeo ou comunicados internos como meios de prova.

Assuntos

  • assédio eleitoral
  • coação política no trabalho
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  • eleições 2026
  • direitos trabalhistas
  • como denunciar assédio eleitoral

Crédito da apuração original: G1

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