
Cerca de 1.200 pessoas são detidas em atos contra custo de vida na França
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Os protestos contra o alto custo de vida e por melhorias na educação na França resultaram em cerca de 1.200 detidos e 150 policiais feridos neste sábado (17). O balanço foi informado pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu. O governo francês estimou a participação em 550 mil pessoas em todo o país, enquanto os organizadores contabilizaram 800 mil manifestantes, unindo estudantes, sindicatos e integrantes do movimento dos “coletes amarelos”.
Confrontos e danos a prédios públicos
A jornada de mobilização registrou episódios graves de violência e depredação de prédios públicos. Em Limoges, manifestantes atearam fogo à sede histórica da prefeitura, causando o desabamento parcial da estrutura. Em Lyon, o escritório de turismo foi incendiado, e a prefeitura de Angers também foi invadida. Em Paris, Toulouse e outras cidades, foram registrados confrontos com a tropa de choque, saques a lojas, barricadas e o uso de gás lacrimogêneo e jatos d’água.
Reação do governo e reivindicações sociais
O presidente Emmanuel Macron afirmou que os envolvidos em ataques e saques serão processados e punidos. Paralelamente, o órgão fiscalizador francês apura 24 denúncias de violência cometida por policiais. Os atos, iniciados em setembro por estudantes da periferia de Paris com reivindicações por infraestrutura escolar, ampliaram o escopo para críticas à queda do poder de compra e à desigualdade social.
Onda de manifestações na Europa
Manifestações contra o encarecimento da vida e a crise de moradia também se espalharam por outros países europeus. Em Portugal, dezenas de milhares marcharam em Lisboa contra os preços dos aluguéis, enquanto protestos na Espanha, na Itália e na Bélgica também reuniram multidões e registraram confrontos em cidades como Milão, Bolonha e Bruxelas.
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Crédito da apuração original: G1
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