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Cheia no Rio Iguaçu submerge mirante e fundações profundas garantem estabilidade

Cheia no Rio Iguaçu submerge mirante e fundações profundas garantem estabilidade

G1há 9 d
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A passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi fechada para visitação após o Rio Iguaçu atingir a vazão de 15,8 milhões de litros por segundo na quarta-feira (14), mais de dez vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros. Na sexta-feira (16), o volume continuava elevado, marcando 10,6 milhões de litros por segundo e cobrindo o caminho de pedestres.

Vazão elevada e interdição preventiva

A resistência da estrutura contra a força da correnteza decorre de fundações do tipo estaca-raiz, fixadas diretamente na rocha por meio de perfurações com estruturas de aço e cimento injetado sob pressão. Segundo Vinicius Lorenzi, diretor de engenharia da Fungeo, o modelo permite absorver a pressão da água e o impacto de troncos. Em 2014, a construção chegou a resistir a uma vazão de 46 milhões de litros por segundo.

Engenharia e tecnologia das fundações

A passarela atual começou a ser erguida em 1992 e foi finalizada em 1993, em substituição à anterior, destruída por uma cheia nos anos 1980. O engenheiro Márcio Marcon relatou que, para viabilizar as perfurações, foi necessário desviar temporariamente o leito do rio a quilômetros de distância, após uma enchente inicial arrastar equipamentos de obra.

Monitoramento e protocolos de reabertura

A integridade do local é avaliada periodicamente por prismas topográficos que detectam movimentações milimétricas nos pilares. André Franzini, gerente de sustentabilidade da concessionária Urbia+Cataratas, afirmou que nenhuma alteração de posição foi constatada desde o início do acompanhamento.

Durante cheias expressivas, as grades metálicas de proteção são retiradas preventivamente para diminuir a resistência à passagem da água e evitar o acúmulo de detritos. A liberação do atrativo para os turistas ocorre somente após vistorias de engenharia estrutural, recolocação das grades e redução da vazão para níveis inferiores a 8 milhões de litros por segundo.

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Crédito da apuração original: G1

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