
Chilli Beans protocola recuperação extrajudicial por R$ 340 milhões em passivos
O que você achou?
Seja o primeiro a reagir
Resumo Rapidim · 18% do texto original
A rede brasileira de óculos e relógios Chilli Beans protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 340 milhões em dívidas bancárias. O plano, já alinhado com os principais credores financeiros, prevê novos prazos de pagamento e um aporte de até R$ 50 milhões para custear a reestruturação da companhia, deixando de fora débitos com fornecedores e funcionários.
Detalhes do plano de reestruturação da Chilli Beans
A empresa integra uma lista de treze companhias que já recorreram à Justiça em 2026 para evitar a falência. O cenário de crise atinge diversos setores, com maior intensidade no varejo de bens duráveis e no consumo. Especialistas apontam que a combinação de juros elevados, endividamento acumulado desde a pandemia, restrição ao crédito e mudanças nos hábitos dos consumidores pressiona as margens e a necessidade de capital de giro das empresas.
Onda de recuperações atinge grandes redes do varejo
Entre os casos recentes de grande porte está o Grupo Casas Bahia, que solicitou recuperação judicial para reestruturar R$ 17,3 bilhões em passivos após fechar quase 300 lojas e demitir cerca de 3 mil trabalhadores. No setor petroquímico, a Braskem entrou com recuperação extrajudicial envolvendo US$ 10,9 bilhões, montante equivalente a R$ 56 bilhões em dívidas com credores externos, impactada pelo desastre geológico em Maceió e pela retração do mercado global.
Impacto dos juros altos e crédito restrito no setor
No ramo de alimentação, o Grupo Gennius, proprietário das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, recorreu à recuperação judicial para reorganizar R$ 265,2 milhões, apontando a migração para o delivery e a queda no fluxo físico de clientes como agravantes. No setor de móveis e decoração, o Grupo Toky, controlador da Tok&Stok e Mobly, busca renegociar R$ 1 bilhão, enquanto a Marabraz tenta reestruturar R$ 140 milhões em débitos.
A onda atinge também a saúde e o varejo alimentar. A Oncoclínicas e a Alliança Saúde apresentaram planos de recuperação extrajudicial para dívidas de R$ 5,1 bilhões e R$ 1,1 bilhão, respectivamente. Já o Grupo Hortus, do supermercado St Marche, pediu proteção judicial para renegociar R$ 574,3 milhões simultaneamente à venda da operação para a Cencosud. Analistas avaliam que o movimento não gera risco sistêmico imediato, mas deve se prolongar pelos próximos três anos.
Assuntos
- chilli beans
- recuperação extrajudicial
- crise no varejo
- recuperação judicial
- reestruturação de dívidas
- juros altos
- crédito restrito
- economia brasileira
Crédito da apuração original: G1
Ler matéria completa em G1