
Cientistas acompanham encalhes de espécies no litoral amazônico após novo poço de óleo
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e do Instituto Federal do Amapá (Ifap) iniciaram o Projeto de Caracterização e Monitoramento de Tetrápodes Marinhos (PCMT) para acompanhar o encalhe de animais na costa amapaense e no norte da Ilha do Marajó (PA). A iniciativa foi motivada por uma nova descoberta de petróleo no bloco FZA-M-59, anunciada pela Petrobras em setembro, e cumpre exigências do Ibama para a realização de pesquisas sísmicas na Margem Equatorial.
Impacto de pesquisas sísmicas na fauna marinha
Com coordenação geral do Instituto Bicho d'Água, o trabalho monitora baleias, golfinhos, botos, aves e tartarugas marinhas a cerca de 130 quilômetros do Poço Morpho. O objetivo central é verificar se as ondas sonoras emitidas pelo mapeamento submarino afetam a comunicação e o deslocamento das espécies. A pesquisa também analisa amostras biológicas de espécimes, incluindo o boto-cor-de-rosa, para verificar parâmetros de saúde e identificar eventuais contaminações por mercúrio ou outras substâncias.
Monitoramento e coleta de amostras na costa
As equipes percorrem pontos litorâneos a cada 15 dias, como a Praia do Goiabal, em Calçoene, onde realizam atendimentos, necropsias e ações educativas com moradores locais. O projeto sucede monitoramentos anteriores que já registraram episódios como o encalhe de uma baleia-de-bryde de 14 metros no Marajó e o primeiro registro de uma cachalote-pigmeu de 3 metros na costa amazônica. Um canal telefônico exclusivo também foi disponibilizado para que as comunidades informem novos encalhes.
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Crédito da apuração original: G1
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