
Clínica no Rio é alvo de apuração policial após três mortes e sequelas em pacientes
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a clínica de estética Celita Toledo, situada no bairro de Laranjeiras, na Zona Sul da capital, após a confirmação da morte de três mulheres e denúncias de pelo menos 30 pacientes que sofreram deformidades, necroses e mutilações. O inquérito apura se médicos estrangeiros matriculados em cursos de pós-graduação realizavam intervenções cirúrgicas sem a devida supervisão de especialistas credenciados.
Mortes e denúncias de sequelas graves
Entre os óbitos investigados está o da técnica de enfermagem Isabely, de 42 anos, que sofreu paradas cardíacas durante uma cirurgia abdominal conduzida com um anestesista sem a titulação exigida. Outra vítima, Jéssica, de 32 anos, morreu de infecção generalizada após complicações de uma remodelação costal — técnica proibida no Brasil para finalidades estéticas —, que provocou perfuração em seu intestino. Demais pacientes relatam cortes assimétricos, dores e sequelas permanentes após contratarem pacotes a valores abaixo do mercado.
Irregularidades constatadas em fiscalização
Fiscalizações do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) e da Vigilância Sanitária constataram ausência de sala de recuperação pós-anestésica, uso irregular de estudantes como auxiliares cirúrgicos, medicamentos vencidos e materiais sem esterilização. O órgão instaurou procedimento de interdição contra o local. Em defesa, a proprietária Celita Toledo negou as irregularidades e afirmou que as operações eram realizadas exclusivamente por médicos habilitados, com os alunos atuando apenas como observadores.
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Crédito da apuração original: G1
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