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Comércio de Juiz de Fora busca crédito e adapta rotinas após perdas com chuvas

Comércio de Juiz de Fora busca crédito e adapta rotinas após perdas com chuvas

G1há 2 h
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As chuvas de fevereiro de 2026 provocaram prejuízos estimados em R$ 50 milhões ao comércio e ao setor de serviços de Juiz de Fora. O impacto das inundações, desafio que o município enfrenta há pelo menos 120 anos, atingiu de forma mais severa a parte baixa do Centro e bairros como Vitorino Braga, Linhares, Grajaú, Santa Luzia e Bairro Industrial.

Impacto financeiro e linhas de crédito liberadas

Segundo levantamento do Sindicomércio-JF com 277 empresários, os pequenos negócios representam 81,5% dos afetados, sendo 75,9% do comércio varejista. A pesquisa apontou que 60% registraram danos graves em estoques e equipamentos, 81,8% não tinham seguro empresarial e 72,7% demandavam crédito bancário. Para mitigar a crise, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais liberou R$ 10,8 milhões em empréstimos para cerca de 140 empresas, enquanto o Banco do Brasil concedeu cerca de R$ 55 milhões em financiamentos via FGO Solidário.

Adaptações e novas estratégias dos lojistas

Para viabilizar a continuidade dos negócios, comerciantes adotaram estratégias alternativas de operação. Na Rua Floriano Peixoto, Ive Cristina de Assis e Márcio Menon de Almeida, que sofreram perdas de quase R$ 300 mil no município e R$ 800 mil em Ubá, passaram a vender tintas sob encomenda e planejam mudar para um ponto mais elevado. Na mesma via, Mounira Haddad Rahme, de 88 anos, mantém a rotina de sua loja de tecidos quase centenária apoiada no histórico de superação de cheias passadas.

Desafios estruturais para o comércio local

No Vitorino Braga, José Joaquim Gama da Silva instalou muretas e elevou prateleiras após prejuízos de R$ 100 mil em sua loja de autopeças. No mesmo bairro, Kátia Valéria Rios passou a exigir termos de responsabilidade de clientes em seu brechó. Em Santa Luzia, Manualdo Paulo de Jesus elevou o maquinário em sua oficina de informática, e Mônica Salgado de Albuquerque investiu em entregas e divulgação digital após perdas de R$ 30 mil. Especialistas da Universidade Federal de Juiz de Fora apontam que a recuperação do setor exige tanto apoio financeiro contínuo quanto intervenções estruturais em planejamento urbano.

Assuntos

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  • pequenos negócios

Crédito da apuração original: G1

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