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Construção de Goiânia aos 93 anos guarda histórico de conflitos e traçado Art Déco

Construção de Goiânia aos 93 anos guarda histórico de conflitos e traçado Art Déco

G1há 2 d
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Goiânia celebra 93 anos de fundação reunindo episódios históricos marcados por disputas políticas, influências arquitetônicas internacionais e curiosidades sobre sua concepção. A transferência da sede do governo da antiga Cidade de Goiás para a nova capital enfrentou forte oposição de moradores e lideranças locais, resultando em ameaças de morte aos defensores da mudança. Diante da resistência, um edifício foi erguido em caráter de urgência no Centro, em cerca de dois meses, para sediar a assinatura do decreto de transferência, local que funcionou como a primeira sede da Assembleia Legislativa.

Resistência política e a transferência da capital

A definição do nome da cidade também envolveu uma reviravolta histórica. Em 1933, um concurso promovido pelo jornal "O Social" elegeu a opção "Petrônia" com mais de 100 votos, contra apenas 10 registrados para "Goiânia", sugestão do professor Alfredo de Faria Castro com o significado de "Nova Goiás". Apesar da vitória expressiva da homenagem no pleito, o interventor federal Pedro Ludovico Teixeira optou por batizar a capital como Goiânia, decisão atribuída por pesquisadores ao perfil avesso a honrarias pessoais do governante.

Concurso que quase batizou a cidade de Petrônia

O traçado urbano do município teve como referência as reformas modernizadoras realizadas no Rio de Janeiro pelo prefeito Antônio da Silva Prado Júnior. O urbanista francês Alfred Agache visitou o território goiano a convite de Ludovico e recomendou a contratação de Attilio Corrêa Lima, responsável por estruturar o projeto sob forte influência do estilo Art Déco. O plano da cidade contou ainda com a colaboração técnica de profissionais como Armando de Godoy, Werner Sonnenberg, Pedro Osório e o alemão Ewald Janssen.

Planejamento urbano e a influência do Art Déco

Em discurso oficial proferido em 1942, durante o Batismo Cultural no Teatro Goiânia, Pedro Ludovico justificou a necessidade da mudança da capital apontando problemas estruturais de saneamento e o esgotamento do ciclo do ouro na antiga sede. Atualmente, a capital goiana conta com uma população de 1,4 milhão de habitantes e mantém preservada sua identidade histórica e paisagística.

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Crédito da apuração original: G1

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