
Contas em aplicativo de vídeo exibem armas de fogo e vendem automóveis clonados no Rio
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Perfis no TikTok estão sendo utilizados para promover organizações criminosas no Rio de Janeiro por meio da ostentação de armas de grosso calibre, drogas, joias e veículos de luxo. As transmissões ao vivo chegam a reunir milhares de espectadores, a exemplo de uma exibição recente que alcançou quase 12 mil pessoas. Na ocasião, um homem armado com fuzil declarou integrar a facção Terceiro Comando e proferiu ameaças contra integrantes do grupo rival Comando Vermelho.
Ostentação de facções e ameaças nas redes
Outras contas monitoradas reúnem milhares de seguidores e mostram jovens do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, fazendo referências diretas ao traficante Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó. Os conteúdos também exibem áudios gravados durante roubos em andamento, veículos usados como barricadas e áreas de desmanche. Conforme explica a advogada criminalista Carolina Heringer, os responsáveis pelas postagens podem responder por apologia ao crime, incitação à violência ou por integrar e promover organização criminosa.
Venda de carros clonados e Operação Sinal Oculto
As redes sociais também funcionam como vitrine para o comércio ilegal de automóveis. A Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA) identificou 21 contas envolvidas na venda de carros clonados com valores muito abaixo do mercado formal, como um Toyota Corolla 2022 anunciado por R$ 8,5 mil, modelo avaliado em mais de R$ 100 mil na Tabela Fipe. O esquema motivou a Operação Sinal Oculto, que cumpriu 37 mandados de busca, efetuou três prisões e apreendeu celulares, simulacros de fuzil, rádios comunicadores e máquinas de cartão.
Estratégias de ocultação e resposta da plataforma
A investigação policial destacou a alta rotatividade dos perfis, que costumam ser substituídos a cada 30 ou 60 dias para dificultar o rastreamento, além do uso de dados de terceiros. Em resposta, o TikTok declarou que suas diretrizes proíbem categoricamente a apologia ao crime e a violência, ressaltando que removeu de forma proativa 99,4% dos conteúdos ligados a comportamentos violentos e criminosos no segundo trimestre de 2026.
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Crédito da apuração original: G1
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