
Corrida presidencial deixa em segundo plano saúde pública, educação e clima
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Durante a campanha presidencial de 2026, temas estruturais cruciais para o desenvolvimento do país ficaram em segundo plano nas discussões entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Especialistas apontam que desafios como o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o déficit no aprendizado de matemática, a crise climática e a assistência à população em situação de rua receberam pouca atenção no debate eleitoral.
Desafios no financiamento e envelhecimento no SUS
No setor de saúde, que conta com previsão orçamentária federal de R$ 254,93 bilhões para 2026, o envelhecimento populacional exigirá maior volume de recursos e reestruturação do sistema. Rudi Rocha, professor da FGV EAESP, destaca que os investimentos públicos e privados em saúde precisarão saltar de 9,7% do PIB, índice verificado em 2021, para 12,5% até 2060, com o objetivo de custear o avanço de doenças crônicas, cirurgias e internações prolongadas.
Déficit crítico no aprendizado de matemática
Na educação básica, a defasagem no ensino de matemática atinge níveis críticos no encerramento do ciclo escolar. Dados do Todos pela Educação com base no Saeb indicam que 58,6% dos estudantes da 3ª série do ensino médio apresentam nível de aprendizagem abaixo do básico, e menos de 10% demonstram conhecimento adequado. A presidente-executiva da entidade, Priscila Cruz, aponta como causas centrais a baixa atratividade e formação da carreira docente, além da falta de consolidação do ensino da disciplina nas etapas iniciais.
Riscos climáticos e assistência social à margem
A vulnerabilidade ambiental e a prevenção de eventos extremos também ficaram à margem, em meio a previsões de extensão do El Niño até 2027 e com a seca atingindo 75% do território nacional. O climatologista Carlos Nobre e alertas do Cemaden indicam que 10 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco de desastres, somando-se ao impacto das ondas de calor, responsáveis por até 14 mil mortes anuais no país. Por fim, a situação de mais de 394 mil pessoas que vivem nas ruas, segundo dados da UFMG e do CadÚnico, permaneceu sem propostas prioritárias.
Assuntos
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- debate político
Crédito da apuração original: G1
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