
Crise em banco digital leva à renúncia do presidente do Paraguai Santiago Peña
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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo em meio a uma grave crise financeira envolvendo o banco digital Ueno, que possui cerca de 3 milhões de clientes e administra cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos. A instituição, maior emissora de cartões de crédito do país, fechou agências e deixou milhares de correntistas sem acesso a suas contas e investimentos.
Colapso do banco digital Ueno e bloqueio de saldos
Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do Ueno caiu para menos da metade do mínimo exigido por lei. Na fronteira com o Brasil, em Pedro Juan Caballero, clientes relataram prejuízos e saldo zerado nos aplicativos, como a estudante Yeniffer Mendoza, que perdeu 1 milhão de guaranis, cerca de R$ 900. O auxiliar administrativo Elias Ruiz também afirmou ter sido prejudicado pelo fechamento repentino das unidades.
Desgaste político e ligação de Peña com a instituição
A crise gerou forte desgaste político devido às ligações de Peña com o grupo controlador da instituição, do qual foi sócio até março de 2025. O então presidente também solicitou a saída de Carvallo, chefe do Banco Central do Paraguai, que presidiu o banco até agosto de 2023.
Prisões e medidas de intervenção do Banco Central
Para conter os impactos no sistema financeiro, a Justiça local decretou a prisão de oito suspeitos ligados à instituição. Paralelamente, o Banco Central adotou medidas de intervenção, e o governo articulou com o Congresso a liberação de recursos do Fundo de Garantia para ressarcir correntistas e resguardar fundos públicos, incluindo o Instituto de Previdência Social.
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Crédito da apuração original: G1
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