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Defesa nega desvios e afirma que delegado de MS tinha missão de investigar policiais

Defesa nega desvios e afirma que delegado de MS tinha missão de investigar policiais

G1há 2 h
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A defesa do delegado Guilherme Scucuglia Cezar afirmou que ele foi designado para atuar na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados, para apurar desvios de conduta de outros policiais. O delegado foi alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Infiltrados II, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para investigar nove policiais civis suspeitos de desviar mais de 500 quilos de cocaína apreendida em 2025.

Inclusão de delegado em inquérito e falta de provas

Segundo o advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, a inclusão de Scucuglia no inquérito resultou de conversas interceptadas entre terceiros que citavam um "delegado cabeludinho", sem que existam provas documentais, bancárias ou despachos que o incriminem. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) chegou a pedir a prisão preventiva do delegado, mas a medida foi rejeitada pela Justiça estadual por falta de elementos conclusivos.

Defesa contesta suspeitas e pedido de prisão

O advogado também contestou as acusações contra o delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa, que foi transferido para uma penitenciária federal após ser alvo da Operação Ifrit, da Polícia Federal, e da fase inicial da Infiltrados. A apuração federal aponta que Hoffman teria facilitado o desvio de duas toneladas de cocaína na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), gerando ganhos ilícitos estimados em R$ 15 milhões.

Outras investigações e transferências de policiais

A defesa alegou que Hoffman desconhecia as irregularidades na Denar e justificou seus bens com base na remuneração mensal superior a R$ 45 mil e em contratos de financiamento bancário. O defensor também sustentou que as citações a um "delegado careca" e os registros fotográficos ao lado de Adel Hassan Haidar, investigado por tráfico de armas e drogas, não configuram prova de envolvimento direto nos crimes apurados.

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Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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