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Delegado de MS substituía entorpecentes apreendidos por amido, aponta PF

Delegado de MS substituía entorpecentes apreendidos por amido, aponta PF

G1há 2 h
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A Polícia Federal deflagrou a Operação Ifrit para investigar o desvio de aproximadamente duas toneladas de cocaína apreendida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O principal alvo é o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, ex-titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), em Campo Grande, suspeito de repassar os entorpecentes a uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

Como funcionava a adulteração das drogas

Conforme a investigação, o esquema substituía a droga pura armazenada no depósito policial por uma mistura adulterada com amido de milho, aglutinantes e fermento, que apresentava teor de pureza igual ou inferior a 10%. O grupo reproduzia as embalagens originais para burlar testes preliminares e viabilizar que o material falsificado fosse encaminhado para destruição, aproveitando a falta de fiscalização sobre a concentração da droga estocada.

Lucro milionário e evolução patrimonial

A PF estima que o delegado vendia o quilo da cocaína por valores entre R$ 8,5 mil e R$ 10,5 mil, acumulando ao menos R$ 15 milhões em cerca de dois anos. O montante financiou bens incompatíveis com sua renda, como uma mansão no condomínio Alphaville, na capital sul-mato-grossense, um sítio em Pirenópolis (GO) e diversos veículos. A rede criminosa movimentou mais de R$ 500 milhões no período.

Rede de apoio e cumprimento de mandados

O esquema contava ainda com a participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e de um policial rodoviário federal de Mato Grosso, que recebiam vantagens financeiras para repassar dados sigilosos e facilitar o acesso aos estoques. A Operação Ifrit cumpre 76 mandados de busca e apreensão e 25 de prisão preventiva em sete estados. Já preso desde setembro pela Operação Infiltrados, Hoffman recebeu um novo mandado de prisão preventiva. A defesa dos investigados informou que aguarda acesso aos autos para se manifestar.

Assuntos

  • operação ifrit
  • delegado de ms
  • desvio de drogas
  • polícia federal
  • tráfico de drogas
  • campo grande
  • polícia civil ms
  • hoffman d'ávila

Crédito da apuração original: G1

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