
Deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do RJ são presos pela PF
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
O deputado estadual Márcio Canella e o delegado Marcus Vinicius Amim foram presos pela Polícia Federal na oitava fase da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 7,6 bilhões em lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis entre maio de 2020 e março de 2026.
Articulação política e manobra na Alerj
Segundo a PF e a Procuradoria-Geral da República, Canella atuou como articulador político do grupo e promoveu uma mudança na Lei Orgânica na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em 2023. A manobra flexibilizou os critérios de tempo de carreira exigidos para viabilizar a nomeação de Amim para a Secretaria Estadual de Polícia Civil, cargo assumido após sua passagem pela presidência do Detran-RJ, também apadrinhada pelo parlamentar.
Esquema bilionário e proteção a postos
Os investigadores sustentam que a ocupação desses postos estratégicos visava garantir proteção institucional aos negócios ilícitos e barrar fiscalizações. A apuração identificou repasses de R$ 1,821 milhão a uma empresa de consultoria ligada a Amim, sob suspeita de contrato fictício com o setor de combustíveis, além de direcionamento em contratos de reboque no Detran-RJ para aliados de Canella.
Mandados judiciais e medidas cautelares
A operação cumpriu mandados de prisão contra Canella, Amim e outros quatro policiais civis, realizou 16 buscas e determinou a suspensão das atividades de 112 empresas. Os envolvidos podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e cartel. As defesas dos investigados informaram que aguardam acesso aos autos para se manifestar.
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Crédito da apuração original: G1
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