
Desconforto articular na menopausa pode indicar início de patologias reumatológicas
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Dores musculares e articulares são frequentes na menopausa devido à queda dos níveis de estrogênio, mas especialistas alertam que nem todo desconforto decorre apenas de alterações hormonais. Sintomas contínuos acompanhados de inchaço, rigidez matinal prolongada e fraqueza muscular podem indicar o surgimento de doenças como artrite reumatoide, artrose, fibromialgia ou polimialgia reumática. Atribuir todo incômodo exclusivamente à transição hormonal pode atrasar diagnósticos e tratamentos essenciais.
Sinais de alerta além das alterações hormonais
Segundo o reumatologista Valderílio Feijó Azevedo, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a avaliação médica especializada torna-se indispensável quando as dores comprometem a rotina ou manifestam sinais claros de inflamação. No Brasil, a menopausa ocorre em média aos 48 anos, fase que coincide com o pico de incidência da artrite reumatoide e na qual distúrbios do sono também intensificam a percepção dolorosa.
A síndrome musculoesquelética da menopausa
Em 2024, pesquisadores propuseram o conceito de "síndrome musculoesquelética da menopausa" para reunir os impactos da redução do estrogênio sobre cartilagens, tendões, ligamentos, ossos e musculatura. Marcelo Luis Steiner, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ressalta que o declínio hormonal favorece processos degenerativos, dores difusas e perda de massa muscular, quadro conhecido como sarcopenia.
Diagnóstico diferencial e formas de tratamento
Entre os principais sinais de alerta para buscar auxílio reumatológico destacam-se a rigidez matinal superior a 30 minutos, dores que interrompem o sono, fraqueza para erguer os braços ou subir escadas e calor nas articulações. O diagnóstico da síndrome hormonal é clínico e obtido por exclusão de patologias autoimunes, amparado por exames laboratoriais e densitometria óssea.
Médicos enfatizam que sedentarismo, sobrepeso e noites mal dormidas agravam o comprometimento articular. O tratamento tem como base a prática de exercícios físicos de fortalecimento muscular progressivo, alimentação rica em proteínas e uso criterioso de analgésicos quando necessário.
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Crédito da apuração original: G1
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