
Destituído no Paraguai, Santiago Peña acumulou desgastes diplomáticos com o Brasil
O que você achou?
Seja o primeiro a reagir
Resumo Rapidim · 17% do texto original
O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6) o impeachment do presidente Santiago Peña, destituído do cargo em meio à crise provocada pelo fechamento do banco digital ueno. Durante pouco mais de três anos de mandato, o líder paraguaio enfrentou dois episódios de forte tensão diplomática com o Brasil, relacionados à usina de Itaipu e à memória da Guerra do Paraguai.
Impeachment e crise política no Paraguai
Em março de 2025, os países entraram em atrito após a revelação de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) realizou espionagem hacker contra sistemas da Presidência e do Congresso paraguaios. A operação, iniciada em junho de 2022 sob Jair Bolsonaro e encerrada em março de 2023 por Luiz Inácio Lula da Silva, visava obter dados sobre o Anexo C de Itaipu. O episódio levou Assunção a convocar o embaixador brasileiro e suspender as negociações tarifárias.
Espionagem da Abin e impasse sobre Itaipu
O segundo desgaste ocorreu em julho de 2026, após Lula declarar em Jacareí (SP) que o Paraguai invadiu o Brasil no conflito ocorrido entre 1864 e 1870. A fala gerou protestos do chanceler Rubén Ramírez Lezcano, moção de repúdio da Câmara paraguaia e a cobrança formal pela devolução de troféus de guerra.
Guerra da Tríplice Aliança e o canhão El Cristiano
O principal item reivindicado é o canhão El Cristiano, obuseiro de 12 toneladas forjado com sinos de igrejas e mantido no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, desde 1870. Apesar de Lula ter autorizado a repatriação da peça tombada pelo Iphan, a transferência ainda depende de trâmites diplomáticos.
Assuntos
- santiago peña
- impeachment no paraguai
- brasil e paraguai
- itaipu
- abin
- espionagem itaipu
- guerra do paraguai
- el cristiano
Crédito da apuração original: G1
Ler matéria completa em G1