
Desvalorização do café encarece aquisição de adubos para a safra no Sudeste
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Em setembro, os cafeicultores das principais regiões produtoras do Sudeste, como o interior paulista e o Sul de Minas Gerais, registraram recuo no poder de compra de fertilizantes no início da adubação da safra 2027/2028. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) mostram que o agricultor precisou de 19,4% a mais de café arábica para adquirir a mesma quantidade de adubo em relação a agosto.
Queda nos preços reduz poder de compra de adubos
O cenário decorre da queda nas cotações em setembro de 2026, com a saca de 60 quilos do arábica negociada a cerca de R$ 1.600 e a do robusta a R$ 990, patamares inferiores às máximas históricas do ano anterior. Como novas etapas de adubação devem ocorrer até o início de 2027, os produtores já antecipam o planejamento financeiro para lidar com os custos dos insumos.
Impactos climáticos afetam a qualidade dos grãos
Paralelamente, o setor enfrenta desdobramentos climáticos desfavoráveis. Chuvas atípicas ocorridas em julho atingiram cerca de 30% da safra 2026/2027 que ainda não havia sido colhida. O excesso de umidade comprometeu a secagem e a qualidade sensorial da bebida, além de alterar a densidade e o tamanho dos grãos, fator que acende alertas para as exportações e exige ajustes técnicos em cafeterias e torrefações, segundo especialistas como o barista Júnior Damada.
Projeções para as próximas safras e mercado global
Para as próximas temporadas, a expectativa de bienalidade baixa na produção nacional, somada aos impactos de fenômenos climáticos como o El Niño sobre as floradas, deve ditar o ritmo da oferta brasileira e o comportamento dos preços no mercado global.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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