
Devoção a santos populares atrai fiéis a cemitérios de Campinas e da capital paulista
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Túmulos dos chamados "milagreiros de cemitério" atraem fiéis em busca de ajuda espiritual e de graças em Campinas e na capital de São Paulo, fenômeno intensificado no Dia de Finados. Embora a devoção popular não conte com o reconhecimento oficial da Igreja Católica, as sepulturas dessas figuras recebem constantes homenagens, orações e ex-votos — placas e objetos que funcionam como testemunho público de pedidos atendidos.
Tradição e fé espontânea nos cemitérios paulistas
Segundo o pesquisador cemiterial Thiago de Souza, idealizador do projeto "O que te assombra", existem cerca de 25 milagreiros identificados no Cemitério da Saudade, em Campinas, e outros 30 na capital paulista. Ele destaca que a devoção surge de forma espontânea pela comunidade, que transforma o sofrimento e mortes trágicas em símbolos de esperança e memória coletiva, com forte presença também de religiões de matriz africana, como a umbanda.
Túmulos mais procurados no Cemitério da Saudade
Entre as sepulturas mais visitadas em Campinas está a de Toninho Escravo, morto em 1904 e considerado o "clínico geral" do cemitério por atender a pedidos variados. Devota assídua, a espírita Adriana Camilo, de 45 anos, frequenta o espaço desde a infância e afirma que o túmulo de Toninho não tem mais espaço para novas placas, evidenciando o alcance da crença popular.
Histórias de Toninho Escravo e Maria Jandira
O local abriga ainda figuras como Maria Jandira, jovem morta aos 23 anos e procurada para causas afetivas; os Três Anjinhos, que recebem brinquedos e chupetas de pais em busca de proteção para os filhos; A Desconhecida, associada a temas amorosos; o ex-prefeito Manuel de Assis Vieira Bueno; e João Paulo, recordista do espaço, com mais de 2,5 mil graças atribuídas a ele em apenas um ano.
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Crédito da apuração original: G1
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