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Diagnosticada com síndrome rara, mulher trata 73 tumores e planeja nova cirurgia

Diagnosticada com síndrome rara, mulher trata 73 tumores e planeja nova cirurgia

G1há 2 h
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A ex-gari Hilaria Mireski, de 62 anos, convive há quase 28 anos com a síndrome de Gorlin-Goltz, uma condição genética rara e sem cura que já resultou em 73 cânceres de pele. Em razão da agressividade dos tumores infiltrativos, ela passou por 87 biópsias e precisou retirar o nariz e um dos olhos. Atualmente, a paciente aguarda a realização de exames para uma cirurgia de reconstrução facial.

O que é a síndrome de Gorlin-Goltz

As primeiras lesões de carcinoma basocelular surgiram aos 33 anos, identificadas após a remoção de um cisto mandibular por um dentista. O desenvolvimento frequente dos tumores foi intensificado pela exposição prolongada ao sol durante a infância na lavoura e ao longo de dez anos de trabalho na limpeza urbana. Hilaria foi submetida a sessões de radioterapia entre novembro de 1998 e dezembro de 2016, até esgotar o limite suportável pelo organismo, quando finalmente obteve o diagnóstico genético. Desde 2017, ela mantém tratamento com quimioterapia contínua.

Tratamento oncológico e reconstrução facial

Especialistas como a geneticista Patrícia Ashton-Prolla e o oncologista Stephen Stefani explicam que a mutação genética impede o controle da multiplicação celular, gerando novos tumores primários em sequência. Sem terapias genéticas disponíveis para curar a síndrome, a medicina atua na contenção e na prevenção. A reconstrução do nariz de Hilaria será conduzida por um cirurgião plástico que a contatou pelas redes sociais, enquanto a cavidade ocular receberá uma prótese estética.

Apoio nas redes sociais e recomeço pessoal

Após enfrentar crises de pânico e passar mais de um ano disfarçando as lesões com gazes, Hilaria começou a produzir transmissões ao vivo para apoiar outras pessoas em tratamento oncológico. Embora tenha sofrido ataques virtuais, ela superou a marca de 400 mil seguidores no Instagram, plataforma onde demonstra sua rotina ativa na construção civil e na pintura de residências. Recentemente, celebrou um recomeço pessoal ao se casar com Adão Pereira, de 49 anos, em Itaiópolis, Santa Catarina, após conhecê-lo durante o tratamento no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba.

Assuntos

  • síndrome de gorlin-goltz
  • carcinoma basocelular
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  • doença genética rara
  • reconstrução facial
  • tratamento oncológico
  • saúde

Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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