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Diretor de residência assistida na Coreia do Sul é condenado por estupro de internas

Diretor de residência assistida na Coreia do Sul é condenado por estupro de internas

G1há 14 d
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Um tribunal de Seul condenou a 15 anos de prisão o diretor de uma residência assistida estatal, identificado apenas pelo sobrenome Kim, por estuprar e abusar sexualmente de moradoras com deficiência intelectual em Incheon. A instituição Saekdongwon, totalmente subsidiada pelo Estado e que abrigava 33 moradores, teve seu fechamento ordenado pelas autoridades. Kim nega as acusações e recorreu da sentença judicial.

Revelação das denúncias e decisão judicial

Os abusos vieram à tona em fevereiro de 2025, após Seo Mi-hyeon, que vivia no local desde 2016, sofrer um corte na cabeça ao tentar repelir uma investida do diretor. Após a instituição negar acesso às imagens de segurança, a mãe de Seo retirou a filha da residência, momento em que a vítima relatou quase uma década de violência continuada. A Justiça validou os depoimentos de três vítimas, incluindo Lee Mi-na.

Críticas às investigações e falhas no sistema

Um relatório elaborado pela Universidade Woosuk apontou indícios de que outras dez residentes também teriam sido abusadas por Kim. No entanto, ativistas e entidades de direitos humanos criticaram as investigações policiais e o veredito por terem desconsiderado relatos de mulheres com severas dificuldades de comunicação verbal, além de questionarem a exigência de comprovação de resistência física para a caracterização do crime de estupro.

Medidas governamentais e fiscalização nacional

O escândalo expôs a persistência da violência institucional na Coreia do Sul, mesmo após o endurecimento legislativo promovido em 2011 em decorrência do caso que inspirou o filme "Em Silêncio". Especialistas apontam que a dependência estrutural e a escassez de vagas — seis em cada dez famílias aguardam mais de três anos por acolhimento — inibem denúncias contra gestores de abrigos.

Diante da repercussão, a primeira-ministra Han Seong-sook instaurou uma força-tarefa interministerial para revisar o sistema. Paralelamente, o governo sul-coreano inspecionou 1.507 residências em todo o país e identificou 33 casos suspeitos de abusos, instaurando inquéritos policiais em ao menos oito estabelecimentos.

Assuntos

  • coreia do sul
  • residencia assistida
  • saekdongwon
  • violencia institucional
  • pessoas com deficiencia
  • direitos humanos
  • abuso sexual
  • incheon

Crédito da apuração original: G1

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