
Disfunção temporomandibular atinge um terço do país e costuma ter diagnóstico tardio
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Após sofrer com dores de cabeça recorrentes por mais de uma década e permanecer quatro dias internada em uma UTI com suspeita de acidente vascular cerebral (AVC) aos 28 anos, a fisioterapeuta Jéssica Pasquale, hoje com 33, descobriu que a origem dos sintomas era a disfunção temporomandibular (DTM). O problema, que afeta a articulação da mandíbula e os músculos da mastigação, chegou a afastá-la de suas atividades profissionais por três meses.
Prevalência da DTM e a relação com a enxaqueca
O quadro ilustra a realidade de uma condição de alta prevalência no país. Uma meta-análise com 6.365 participantes estimou que a DTM atinge 33,6% da população brasileira avaliada. Além disso, pesquisas indicam uma estreita relação com a enxaqueca: pacientes com enxaqueca têm seis vezes mais chances de desenvolver DTM, enquanto portadores da disfunção têm probabilidade 2,6 vezes maior de sofrer de enxaqueca.
Desafios no diagnóstico e riscos do atraso
Especialistas ressaltam que o distúrbio costuma passar anos sem o diagnóstico correto, que é essencialmente clínico. Simone Carrara, cofundadora da Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SBDOF), adverte que essa demora induz ao uso abusivo de analgésicos e até a cirurgias desnecessárias. A especialista enfatiza que cerca de 90% dos casos são controlados em consultório por meio de abordagens não invasivas, como placas interoclusais, fisioterapia, laser e ultrassom.
Tratamentos não invasivos e recuperação
No caso de Jéssica, o tratamento não cirúrgico proporcionou melhora expressiva já nos três primeiros meses. A fisioterapeuta eliminou o uso contínuo de medicamentos, superou as crises de dor e retornou ao trabalho, mantendo o acompanhamento preventivo com placa interoclusal.
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Crédito da apuração original: G1
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