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Disputa presidencial mobiliza Lula e Flávio Bolsonaro em cidades mineiras

Disputa presidencial mobiliza Lula e Flávio Bolsonaro em cidades mineiras

G1há 9 d
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Considerado o estado "espelho" do Brasil e o segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais tornou-se o foco estratégico das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno presidencial. No primeiro turno, Flávio liderou a votação no estado com 48,24% dos votos, enquanto Lula obteve 43,33%. O pleito mineiro também registrou uma expressiva taxa de abstenção de 22%, o que representa mais de 3,7 milhões de eleitores que não compareceram às urnas.

Estratégia de Flávio Bolsonaro nos grandes municípios

O candidato do PL busca consolidar sua vantagem após vencer em 401 cidades, incluindo nove dos dez maiores colégios municipais mineiros, como Belo Horizonte, Uberlândia e Ipatinga. Em agenda recente no estado, Flávio cumpriu compromissos em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, acompanhado por aliados estratégicos como o senador eleito Domingos Sávio (PL) e o deputado federal mais votado do país, Nikolas Ferreira (PL). O presidenciável conta ainda com o apoio do governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), figura ativa na mobilização pelas redes sociais.

Aposta de Lula na capilaridade pelo interior do estado

Em busca de uma virada, Lula aposta na capilaridade obtida no primeiro turno, quando liderou em 452 dos 853 municípios de Minas Gerais. O petista realizou atos em Juiz de Fora — a única grande cidade do estado em que superou o adversário, alcançando 49,58% dos votos — e em Ipatinga. A campanha do presidente tem o respaldo da prefeita Margarida Salomão (PT), da senadora eleita Marília Campos (PT) e de parlamentares influentes no ambiente digital, como Ana Elisa (PT) e André Janones (Rede).

O peso histórico de Minas Gerais nas eleições

Especialistas ressaltam a relevância histórica do estado, lembrando que todos os presidentes eleitos desde a redemocratização, em 1989, saíram vitoriosos em Minas Gerais. Conforme analistas da UFMG e da FGV, o engajamento de lideranças locais e os atos de rua têm papel fundamental para abastecer as redes sociais, reverter abstenções e energizar as bases na reta decisiva da eleição.

Assuntos

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Crédito da apuração original: G1

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