
Donald Trump sugere mudar nome da inteligência artificial para superinteligência
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O termo "inteligência artificial" foi criado em 1955 pelo matemático John McCarthy, ao lado dos pesquisadores Marvin Minsky, Claude Shannon e Nathaniel Rochester. A nomenclatura surgiu para definir projetos que uniam matemática, engenharia e estatística no desenvolvimento de máquinas capazes de simular o raciocínio humano. A expressão foi consolidada durante um encontro no Dartmouth College, nos Estados Unidos, em 1956, sucedendo os estudos pioneiros de computação de Alan Turing e a cibernética de Norbert Wiener.
A proposta de Trump e a nova nomenclatura
Sete décadas após a criação do conceito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs substituir a expressão tradicional por "superinteligência". Em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e em enquetes na rede Truth Social, Trump argumentou que o termo "artificial" faz a tecnologia parecer falsa. O líder norte-americano declarou a intenção de padronizar a nova nomenclatura em documentos oficiais dos Estados Unidos e incentivar sua adoção globalmente.
A origem histórica do conceito de inteligência artificial
Especialistas avaliam que a iniciativa possui motivação puramente política e de marketing, sem representar avanços científicos ou técnicos. Pesquisadores como Cleber Zanchettin, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Anderson Soares, do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG), classificam a proposta como um ato sem efeito prático sobre a área. Para o professor Allan Pscheidt, a medida busca projetar poder e sinalizar a soberania norte-americana na disputa pelo alcance da Inteligência Artificial Geral (AGI).
Críticas de especialistas e impacto na opinião pública
Cientistas alertam também que adotar o termo "superinteligência" pode intensificar o medo e a rejeição da população à tecnologia. Dados do Pew Research Center apontam que 52% dos brasileiros sentem mais preocupação do que entusiasmo com o avanço do setor. Nos Estados Unidos, levantamento divulgado pela CNN revelou que cerca de nove em cada dez cidadãos temem a possibilidade de os sistemas computacionais superarem a capacidade intelectual humana.
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Crédito da apuração original: G1
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