
Duas décadas após desastre ambiental, Rio dos Sinos ainda sofre com poluição no RS
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Vinte anos após o desastre ambiental que provocou a morte de 86 toneladas de peixes em outubro de 2006, o Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul, continua enfrentando sérios desafios contra a poluição. O episódio atingiu especialmente o trecho entre Sapucaia do Sul e Nova Santa Rita, quando o descarte irregular de resíduos industriais tóxicos no Arroio Portão causou a proliferação de algas e a consequente asfixia dos animais durante a piracema, impactando diretamente mais de 700 famílias de pescadores.
Impactos do desastre histórico e impasses na Justiça
A reparação dos danos segue em tramitação na Justiça por meio de duas ações civis movidas pelo Ministério Público. Uma delas estabeleceu condenação superior a R$ 8,3 milhões por danos morais coletivos, mas a decisão ainda é alvo de recursos. Com cerca de 190 quilômetros de extensão, o rio atravessa 30 municípios e corta uma região industrializada onde vivem 1,5 milhão de pessoas. Segundo Danielle Martins, da Universidade Feevale, o lançamento contínuo de esgoto sem tratamento mantém o manancial entre os mais degradados do país.
Esgoto e estiagens mantêm manancial sob risco
Embora especialistas destaquem avanços no monitoramento da Fepam e maior conformidade das indústrias, riscos pontuais persistem. Segundo o biólogo Uwe Schulz e a presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica, Viviane Machado, mortandades menores ainda ocorrem durante estiagens, períodos em que o nível do rio diminui, elevando a concentração de poluentes e gerando nova escassez crítica de oxigênio.
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Crédito da apuração original: G1
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