
Educadores de escola rural do DF relatam perseguição após retorno de gestora
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Professores da Escola Classe Café sem Troco, localizada na zona rural do Distrito Federal, denunciam a diretora da unidade por perseguição e assédio moral continuado. O clima de trabalho se agravou com o retorno da gestora após um afastamento temporário de 60 dias, iniciado em fevereiro para apuração administrativa. A investigada reassumiu suas funções antes do término da apuração da corregedoria, levando oito dos 13 servidores denunciantes a apresentarem atestados médicos devido a crises graves de ansiedade.
Queixas de intimidação e pressão por notas
Diante da falta de desfecho, a equipe docente enviou uma carta à governadora Celina Leão e registrou dois boletins de ocorrência relatando práticas autoritárias. Entre as principais queixas estão reuniões individuais de intimidação, interferências pedagógicas em sala de aula e coação para evitar reprovações no quinto ano, visando elevar artificialmente a nota da escola no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Servidores também apontam o isolamento punitivo de uma professora em sala insalubre, além do comércio irregular de doces e propaganda política em grupos escolares.
Impactos na saúde dos educadores e apoio sindical
A categoria buscou assistência do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), que prestou orientações jurídicas. Procurada, a Secretaria de Educação do Distrito Federal afirmou que o processo corre sob sigilo e não justificou a demora na conclusão. O órgão considerou improcedente a queixa sobre o uso de cartilhas próprias de alfabetização pela gestora, reiterando que o material Alfaletrando adotado na unidade conta com autorização e respaldo institucional oficial.
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Crédito da apuração original: G1
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