
Endividamento do Brasil alcança 82,9% do PIB e registra maior taxa em mais de cinco anos
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
A dívida pública brasileira atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, somando R$ 11,1 trilhões, o patamar mais elevado em mais de cinco anos. O resultado decorre de rombos frequentes no setor público, que registrou déficit de R$ 5,5 bilhões no mês e acumula saldo negativo de R$ 94,3 bilhões no ano. Além disso, as empresas estatais federais somam prejuízo de R$ 8,5 bilhões de janeiro a setembro — o pior resultado desde 2002 —, pressionadas sobretudo pela crise nos Correios.
Déficit fiscal e perdas em estatais impulsionam alta
De acordo com a Instituição Fiscal Independente (IFI), o endividamento pode alcançar 86% do PIB no próximo ano e superar 100% em 2032. O diretor-executivo da IFI, Marcus Pestana, e a economista Juliana Inhasz, do Insper, alertam que esse cenário pressiona juros e inflação, além de comprometer o crescimento econômico e a geração de empregos.
Projeções da IFI e impactos na inflação e nos juros
A IFI estima que medidas recentes agravarão as contas em R$ 40 bilhões até 2027. Para conter a escalada da dívida e equilibrar o orçamento, o órgão calcula a necessidade de um ajuste fiscal de R$ 430 bilhões, envolvendo corte de despesas, reformas estruturais e mudanças nas regras de vinculação orçamentária.
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Crédito da apuração original: G1
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